17/04/2015

E foi embora

E mais uma vez, ela foi embora. Gostava de partidas, elas carregavam a tristeza que a tal menina precisava levar em seus olhos e na água que deles escorria. Sabia que o primeiro "olá" era o mais imbecil, pois era o mais esperançoso de que o último "adeus" nunca chegasse, porém, era uma vida, ele era o início de algo que ia ter um fim. De certa forma, achava o último "adeus" o mais lindo entre todos os "olás" e "Adeus" de uma história, apesar de ser uma morte, era ele que deixava o sentimento perpétuo.
Imaginava pessoas; o que elas sentiam, suas histórias , quando passaram por onde ela passou, e então, sentia medo. Medo de que provavelmente, quando alguém andasse em local de memoráveis histórias e emoções, nunca saberia o medo, a felicidade, seus amores que ela vivera ali, e assim tinha certeza de sua insignificância e a insignificância de todo o resto.

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